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DEFINIÇÕES DE RATINGS
Definições de Ratings (PDF)
Escalas de Rating de Longo Prazo
Escalas de Rating de Curto Prazo
Rating de Suporte e Ratings de Viabilidade Para Bancos
Ratings de Servicer
Ratings de Fundos

Entendendo os Ratings de Crédito – Usos e Limitações Ações de Ratings

Entendendo os Ratings de Crédito – Usos e Limitações Ações de Ratings

O propósito deste documento é fornecer um material de referência única, contendo todas as definições de rating também disponíveis no website da Fitch Ratings, em benefício de todas as partes interessadas.

Os ratings, incluindo Observações e Perspectivas, atribuídos pela Fitch são opiniões baseadas em critérios e metodologias que a agência vem continuamente avaliando e atualizando. Portanto, ratings são o resultado do trabalho coletivo da Fitch e não de um indivíduo, ou de um grupo de indivíduos, exclusivamente responsável pelo rating. Ratings não são fatos, portanto, não podem ser descritos como “exatos” ou “inexatos”. Os investidores devem consultar as escalas de rating específicas para se orientarem sobre os riscos presentes nas avaliações.

As opiniões da Fitch contemplam um horizonte futuro e incluem a visão dos analistas sobre desempenho futuro. Em muitos casos, as opiniões sobre desempenho futuro podem incluir prognósticos (i) recebidos através de projeções não públicas; (ii) serem baseadas em uma tendência de determinada fase do ciclo do setor ou ciclo econômico mais amplo; ou (iii) serem baseadas em desempenho histórico. Como resultado, embora os ratings possam incluir tendências cíclicas e tipicamente tentarem avaliar a probabilidade de pagamento no vencimento “final”, as mudanças substanciais nas condições econômicas e as expectativas (de um emissor em particular) podem resultar em alteração de rating.

Os ratings de crédito da Fitch não tratam diretamente de outro risco que não seja o de crédito. Os ratings de crédito não comentam sobre a adequação do preço de mercado de um título ou sobre a liquidez dos instrumentos avaliados, embora estes fatores possam afetar a opinião da Fitch em relação ao risco de crédito, tais como acesso ao capital ou a probabilidade de refinanciamento.

Ratings são uma medida relativa de risco e, como consequência, a atribuição de uma mesma categoria de rating para entidades ou obrigações financeiras pode não refletir totalmente pequenas diferenças de risco. O rating de crédito, como opinião sobre um ranking relativo de vulnerabilidade à inadimplência, não sugere ou transmite uma estatística específica sobre a probabilidade de inadimplência, apesar de a agência publicar históricos de inadimplência que podem ser comparados aos ratings no momento da inadimplência. Os ratings de crédito são opiniões sobre a qualidade relativa de crédito e não previsões de probabilidade de inadimplência específica.

Ratings são opiniões baseadas em informações conhecidas pela Fitch, incluindo documentos públicos ou não, e informações fornecidas por emissores e outros participantes do mercado. A publicação e a manutenção de todos os ratings estão sujeitas ao acesso à informação de forma suficiente e condizente com os critérios e as metodologias da agência para formar uma opinião.

A atribuição e a manutenção dos ratings da Fitch se baseiam em informações obtidas diretamente dos emissores, underwriters  e outras fontes que a Fitch considera confiáveis. A Fitch realiza uma razoável investigação sobre as informações utilizadas por ela, em conformidade com sua metodologia de rating, e obtém razoável comprovação destas informações de fontes independentes, desde que estas estejam disponíveis para esta finalidade em relação a uma obrigação e em determinada jurisdição.

A conduta de verificação da informação da Fitch e o alcance da comprovação dela por terceiros dependerão da natureza do título avaliado e seu emissor; das exigências e práticas na jurisdição em que o título está sendo negociado e/ou o emissor está domiciliado; da disponibilidade e da natureza da informação pública relevante; do acesso ao corpo gerencial do emissor e seus conselheiros; da disponibilidade de verificações preexistentes de terceiros, como relatórios de auditor, cartas de procedimentos acordadas, avaliações, relatórios atuariais, relatórios de engenharia, opiniões jurídicas e outros fornecidos por terceiros; da disponibilidade de fontes de verificação competentes e independentescom relação ao título em análise ou na jurisdição do emissor; e de uma variedade de outros fatores.

Os usuários dos ratings da Fitch devem entender que nenhuma das investigações das informações ou verificações por terceiros pode assegurar que todas as informações sobre as quais a agência apoia seus ratings serão precisas e completas. Em última análise, o emissor e seu conselheiros são responsáveis pela exatidão da informação que eles fornecem para a Fitch e para o mercado através de documentos e outros relatórios. A atribuição dos ratings pela Fitch depende do trabalho de especialistas, incluindo os relatórios financeiros dos auditores independentes e relatórios dos advogados sobre questões jurídicas e  tributárias. Além disso, os ratings são intrinsecamente voltados para o futuro e incorporam hipóteses e previsões sobre eventos futuros que, por sua natureza, não podem ser comprovadas como fatos. Sendo assim, apesar da comprovação dos fatos, os ratings podem ser afetados por eventos futuros ou condições que não foram previstas até o momento em que a classificação foi emitida ou afirmada. Se alguma informação fornecida estiver deturpada ou for enganosa, o rating atribuído à operação pode não ser apropriado. A atribuição de rating a um emissor ou a uma emissão não deve ser vista como garantia da exatidão, integralidade ou pontualidade da informação utilizada para esta avaliação ou dos resultados obtidos a partir de seu uso.

Se uma avaliação de rating não se beneficia da participação do emissor/originador, mas a Fitch se considera satisfeita com a disponibilidade em “nível mínimo” de informações públicas ou de outras fontes para a metodologia aplicável ao caso, será concedida ao emissor não participante a oportunidade de fazer comentários sobre a opinião de rating da agência e a pesquisa dos dados antes que sejam publicadas.

Ratings não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de um título, assim como não comentam sobre a adequação do preço de mercado de um título ou deste em relação à carteira de um determinado investidor. Rating tampouco reflete o grau de isenção ou de incidência de tributação sobre o pagamento de qualquer título de qualquer emissão. A Fitch não tem um relacionamento fiduciário com qualquer emissor, assinante ou qualquer outro ente. Não há intenção de criar e nada deve ser interpretado como se tivesse sido criada uma relação fiduciária entre a Fitch e as classificações de qualquer emissor ou investidor que utilize seus ratings. A Fitch não fornece às partes serviços de consultoria financeira, jurídica, auditoria, contábil, avaliações de valores ou serviços atuariais. O rating não deve usado como substituto de tais serviços.

Os ratings podem ser alterados, qualificados, colocados em Observação, terem Perspectivas atribuídas, modificados ou retirados como resultado de alterações ou inclusão de novas informações, exatidão, indisponibilidade ou falta destas, ou por outras razões que a Fitch considere suficientes para tomar uma ação de rating.

A atribuição de um rating pela Fitch não constitui consentimento da agência para usar seu nome como especialista para qualquer declaração de registo, documentos de oferta de títulos ou outros documentos relevantes para legislação do mercado mobiliário.

 

Introdução

A Fitch Ratings publica vários tipos de ratings. Os mais comuns são os ratings de crédito, mas a agência também publica classificações, scores e avaliações relativas sobre força financeira ou operacional. Por exemplo, a Fitch atribui ratings específicos a prestadores de serviço de cobrança de hipotecas residenciais e comerciais; gestores de recursos; e fundos de investimento. Em cada caso, os investidores devem consultar as escalas de rating específicas para se orientarem sobre os riscos presentes nas avaliações.

Escalas de ratings de crédito

Os ratings de crédito da Fitch constituem uma opinião quanto às condições relativas de um emissor em honrar seus compromissos financeiros, tais como pagamento de juros, pagamentos de dividendos sobre ações preferenciais não cumulativas, pagamento de principal, sinistros de seguros ou obrigações com contrapartes. Os ratings de crédito são utilizados por investidores como indicação da probabilidade de receberem o seu capital devido, segundo os termos acordados na ocasião da realização do investimento. Os ratings de crédito da agência são aplicáveis a uma gama global de emissores e emissões, incluindo países, estados, municípios, instituições financeiras, seguradoras, empresas, outras entidades de finanças públicas e suas obrigações, assim como operações estruturadas lastreadas por recebíveis ou outros ativos financeiros.

Os termos "grau de investimento" e “grau especulativo” foram estabelecidos ao longo do tempo como abreviações para descrever as categorias na escala internacional de Longo Prazo de ‘AAA’ a ‘BBB’ e de ‘BB’ a ‘D’, respectivamente. Esses termos são uma convenção do mercado e não indicam qualquer recomendação para investimentos ou endosso de um título específico com este propósito. Categorias “grau de investimento” indicam uma probabilidade baixa a moderada de inadimplência; enquanto categorias “grau especulativo" ou sinalizam uma probabilidade de inadimplência mais alta ou indicam que a inadimplência já ocorreu.

A designação “Não Avaliado” ou “NA” é usada para indicar títulos não avaliados pela Fitch em situações em que a agência analisou alguns, mas não todos, os títulos de uma emissão.

Os ratings de crédito expressam uma medida relativa de risco, o que significa que eles representam uma medida ordinal de risco de crédito e não uma previsão da frequência específica de inadimplência ou perda. Para informações sobre o histórico de desempenho dos ratings, por favor, consulte a Matriz de Transição de Rating e Taxa de Inadimplência com explicações sobre o histórico das taxas de inadimplência e seus significados. O órgão regulador europeu (ESMA) também mantém um sistema onde se pode consultar as taxas de inandimplência dos ratings.

Os ratings de crédito da Fitch não tratam diretamente de outro risco que não seja o de crédito. Em particular, não contemplam riscos de perdas de valor de mercado ocasionadas por mudanças em taxas de juros, liquidez e outras condições de mercado. No entanto, em termos de pagamento das obrigações avaliadas, o risco de mercado pode ter influência sobre a capacidade de um emissor de cumprir com seus compromissos. Ratings, no entanto, não refletem o fato de que o risco de mercado venha a influenciar o montante ou outro aspecto do pagamento das obrigações (por exemplo, como no caso de bônus atrelados a índices).

Nos componentes de inadimplência dos ratings atribuídos a obrigações individuais ou instrumentos de dívida, a agência avalia a probabilidade de não pagamento ou de inadimplência de acordo com os termos da documentação da transação. Em casos limitados, a Fitch pode incluir considerações adicionais (por exemplo, avaliar para um patamar maior ou menor do que o padrão, em função de aspectos envolvidos na documentação da operação). Nestes casos, a Fitch explicará as premissas que embasaram a opinião da agência no comunicado do rating.

Sumário das Escalas Principais

Escalas Internacionais de Ratings de Crédito de Emissor
Os ratings internacionais de crédito estão relacionados a compromissos em moeda estrangeira ou em moeda local e, em ambos os casos, avaliam a capacidade de honrar estes compromissos, utilizando uma escala aplicável globalmente. Assim sendo, tanto o Rating em Moeda Estrangeira quanto em Moeda Local são avaliações internacionalmente comparáveis.

O Rating Internacional em Moeda Local mede a probabilidade de pagamento na moeda da jurisdição em que o emissor está domiciliado e, desta forma, não leva em consideração a possibilidade de não vir a ser possível converter moeda local para moeda estrangeira, ou de efetuar transferências entre jurisdições soberanas (risco de transferência e conversibilidade (T&C).

O Rating em Moeda Estrangeira considera adicionalmente o perfil do emissor ou do título, após levar em consideração o risco de transferência e conversibilidade. Este risco é normalmente demonstrado, no caso de diferentes soberanias, pelo teto país, que atribui um “teto” para o Rating em Moeda Estrangeira da maiora, embora não todos os emissores dentro de um determinado país.

Onde o rating não é explicitamente descrito como moeda estrangeira ou local em um comentário de ação de rating, o leitor deve assumir que se trata de um Rating em Moeda Estrangeira (ou seja, o rating é aplicável a todas as obrigações em moedas conversíveis). 

Teto País

O teto país reflete o julgamento da Fitch em relação ao risco da imposição, pelas autoridades de um país, de controles de capital ou de câmbio que impossibilitem ou dificultem substancialmente a capacidade de conversão, pelo setor privado, de moeda local em moeda estrangeira e de transferência para credores não residentes no país – risco de transferência e conversibilidade (T&C).

Ratings de Recuperação
A escala de Rating de Recuperação é baseada na expectativa quanto à recuperação relativa de uma obrigação em caso de inadimplência, saída da situação de insolvência, falência ou após a liquidação do tomador ou de suas garantias. Sendo assim, apesar das definições citarem uma banda de porcentagem de recuperação dada a inadimplência para ilustrar uma relativa ordem de grandeza, a escala de Rating de Recuperação é uma escala ordinal e não uma tentativa de prever com precisão um determinado patamar de recuperação.

Outros Ratings Internacionais de Crédito
A Fitch atribui Rating de Viabilidade e Rating de Suporte para bancos, que refletem a opinião sobre a probabilidade de um banco enfrentar dificuldades que necessitem de suporte externo e, neste caso, se ele efetivamente irá receber este suporte ou não. Adicionalmente, a Fitch atribui ratings a companhias de seguro, que refletem sua força financeira. 

Ratings Nacionais de Crédito
Em certos mercados, como no Brasil, a Fitch atribui ratings em escala nacional, que são uma avaliação da qualidade de crédito relativa ao rating do mais baixo risco de crédito no país. Segundo esta escala, o “melhor” risco normalmente será, porém não necessariamente, atribuído a todas as obrigações financeiras emitidas ou garantidas pelo governo dessa jurisdição. Os ratings nacionais não são comparáveis internacionalmente e são reconhecidos pela adição de um identificador especial para o país em questão. O desempenho dos ratings nacionais também não é comparável ao longo do tempo, dada a calibração móvel de toda a escala em relação à entidade ou às entidades com o mais baixo risco de crédito em um país, cuja qualidade creditícia em relação a outros emissores internacionais pode mudar significativamente ao longo do tempo.

Usos Adicionais das Escalas Primárias de Rating de Crédito

As escalas principais de rating de crédito podem ser utilizadas para fornecer uma opinião de crédito de obrigações não públicas ou de certos programas de emissão. Também são usadas para fornecer uma opinião de crédito sobre uma perspectiva mais estreita, como pagamento somente de juros e pagamento de principal.